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Canal próprioMEI

Como o MEI que vende pelo iFood pode criar um canal próprio

Confira os custos do seu contrato, prepare o atendimento direto e avalie a margem por pedido antes de ampliar os canais do restaurante.

Atualizado em

Ilustração editorial de um cardápio próprio conectado ao cliente

Quem vende marmitas, doces, salgados ou açaí pode receber pedidos pelo marketplace e também pelo próprio cardápio. Para decidir se isso faz sentido, é preciso comparar custos e capacidade de atendimento. Um link novo não garante que as vendas se manterão nem que a margem aumentará.

1. Descubra quanto o canal atual custa#

Comece pelo contrato e pelo extrato do restaurante. Separe comissão, pagamento online, mensalidade, logística, descontos bancados pela loja e outros serviços. Compare o mesmo período e a mesma base de vendas.

O iFood publica referências de 12% de comissão no Básico e 23% no Entrega, com 3,2% para pedidos pagos pela plataforma. Isso soma 15,2% ou 26,2% antes de mensalidade e outros lançamentos, quando as duas cobranças usam a mesma base. As condições podem variar; confira as suas no Portal do Parceiro. Fonte: guia oficial de taxas do iFood.

Esses percentuais não são o custo de produzir a comida. Ingredientes, embalagem e trabalho continuam existindo em qualquer canal. Para a conta detalhada, veja quanto o iFood cobra de comissão.

2. Defina como atender fora do aplicativo#

Antes de divulgar, responda:

  • Quem recebe a mensagem ou acompanha um novo pedido?
  • Quem confirma pagamento, preparo e saída para entrega?
  • Como o cliente consulta frete e região atendida?
  • Quem entrega, quanto custa e o que acontece nos horários de pico?
  • Quais pratos e preços cabem na margem que você pretende manter?

O canal próprio tem seus custos: sistema, meio de pagamento, entrega, divulgação e tempo de atendimento. Sem comissão do sistema não significa operação sem custo. Confira quais despesas são adicionais e quais você já teria no canal atual.

3. Monte e confira o cardápio no Pratto#

No Pratto, o responsável cria a conta com e-mail e senha, escolhe 300, 600 ou 900 pedidos por ciclo e entra no painel. Na fase de testes preparada em 5 de outubro de 2026, esses planos estão liberados sem cartão nem cobrança do Pratto. Os limites continuam valendo; a escolha feita agora não autoriza uma assinatura paga automática no futuro. Confira a condição vigente no site antes de se cadastrar.

Depois, configure na seguinte ordem:

  1. Catálogo: importe do iFood ou crie categorias e pratos manuais. A importação pode pedir verificação humana; confira o resultado antes de divulgar.
  2. Preços: revise pratos e adicionais. O modo Sem taxa aplica um desconto fixo de 27%; ele não calcula a comissão real do seu contrato.
  3. Atendimento e entrega: informe WhatsApp, dias/horários, CEP do restaurante, raio e faixas de frete quando usadas.
  4. Recebimento: conectar Mercado Pago para cobrar online é opcional. Taxas e prazos dependem da conta e da modalidade do provedor; não há promessa de saldo disponível imediatamente.
  5. Teste da loja: abra o endereço como cliente, confira opções obrigatórias, frete e mensagem do carrinho. Você pode parar antes de realizar uma cobrança.

Sem recebimento online conectado, o carrinho monta uma mensagem para o cliente enviar no WhatsApp. Abrir essa conversa não comprova envio nem pagamento e não cria automaticamente um pedido pago no painel. Combine o recebimento e a entrega com o comprador. O tutorial completo está na Central de Ajuda: do zero ao primeiro pedido.

4. Divulgue e meça a resposta#

Comece pelos canais que sua equipe já acompanha: perfil do restaurante, WhatsApp e materiais próprios. Informe o link e as condições de entrega com clareza. Não conte visualização, conversa aberta ou comprovante recebido como venda paga sem verificar o recebimento.

Uma pesquisa da Abrasel, publicada em 14 de março de 2025, ouviu 2.176 responsáveis por estabelecimentos e apontou 26% do faturamento de delivery via WhatsApp na amostra. É um retrato daquele levantamento, não uma previsão para a sua loja em 2026. Fonte: pesquisa da Abrasel.

Anote pedidos concluídos, ticket, despesas adicionais, atrasos e margem. A lista recente de pedidos do Pratto tem retenção de sete dias; mantenha registros próprios para comparar meses. A conta de viabilidade do canal próprio ajuda a organizar essa avaliação.

5. Acompanhe o faturamento do MEI#

Na consulta de 5 de outubro de 2026, o limite geral do MEI continua em R$ 81 mil por ano. R$ 6.750 é a média de doze meses, não um teto mensal separado. No ano de abertura, o limite é proporcional aos meses de atividade. Fonte: Ministério do Empreendedorismo.

O registro usa receita bruta, não lucro. Organize as vendas de todos os canais e não use apenas o saldo líquido de repasses como faturamento. Fonte: orientação oficial sobre receita bruta do MEI.

Conhecer os planos do Pratto →

Para o passo a passo da plataforma, consulte configuração inicial e pagamento dos pedidos.

Pratto

Conteúdo publicado no Blog Pratto.

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